Regresso a Nancy com Ballet de Lorraine #2
Foto © 2008 Juliette Delvienne
Crítica do espectáculo por Ugo Schimizzi no site Melting-actu.com
Le premier spectacle est interprété par dix danseurs vêtus de noirs, accompagnés par un groupe atypique composé de quatre accordéons. Ceux-ci, virtuoses de leur instrument de prédilection, ont rythmé et donné vie tout du long à leurs mélodies pour faire du spectacle un véritable voyage entre terre et ciel.
(…)
“Ar” – Já foi há 10 anos!
Edição | EMI-VC
Produção | Gabriel Gomes
Estúdio | Regiestúdio
Captação | Nuno Grácio
Misturas | Gabriel Gomes e Tó Pinheiro da Silva
Masterização | Tó Pinheiro da Silva
Fotos | Augusto Brázio
Capa | Alberto Lopes
Entre Dezembro de 1997 e Janeiro de 1998, os Danças Ocultas gravam um segundo lote de composições originais, onde o colectivo começa a influir mais no trabalho de composição e se torna manifesta a vontade de aproximarem a música que fazem a outras tradições, a outras artes e mesmo a outros horizontes estéticos. Publicado antes do Verão desse ano, e também produzido por Gabriel Gomes, o álbum «Ar» iniciava-se com o tema «Escalada», um tributo ao mestre argentino Astor Piazzolla (…)
(Excerto de texto biográfico de Jorge P. Pires)
A Escalada pode ser ouvida no MySpace
FMM2008 | Porto Côvo, Sines #5
Vídeo da música “Esse Olhar”
multimédia © Luís Girão 2009
Alento #6
SUSTENTO
As melodias do vento e os instrumentos do sopro exibem sempre um paganismo essencial, que ainda hoje pode ser detectado nas gaitas de foles de origem celta – esses odres de vento, semelhantes ao que Éolo confiou a Ulisses. Mas foi a partir da liturgia cristã e dos saberes a ela acoplados, que, ao longo da Idade Média, a música europeia evoluiu lentamente para a erudição. Sobretudo desde que conquistou, não apenas uma linguagem própria, como um modo de escrita (…)
textos de Jorge P. Pires
fotos de Duarte Belo
© Assírio & Alvim 2003
Residência Artística em Torres Vedras #5
Residência Artística em Torres Vedras #4
Residência Artística em Torres Vedras #3
Residência Artística em Torres Vedras #2
Primeiro ensaio
onde se definiram as músicas a partilhar
Ensaio no Teatro-Cine em Torres Vedras
Fotos © 2008 Festival Acordeões do Mundo
Residência Artística em Torres Vedras #1
Esta residência artística vem sendo congeminada
em conversas sucessivas desde a edição de 2006
entre o director artístico do Festival Acordeões do Mundo
Carlos Mota e Artur Fernandes do grupo Danças Ocultas
O que esteve por base
foi a vontade do festival se poder apresentar
como uma plataforma propiciadora à criação artística
e que pudesse deixar marcas mais perenes
que um mero concerto
Para que estas marcas
possam ser mais eficazmente absorvidas
entendeu-se por bem abrir o ensaio geral
a profissionais da área do espectáculo
O resultado final desta residência
será a mescla de memórias que as concertinas portuguesas
a gaita ponto brasileira e o acordeão búlgaro carregam
mais as vontades de cada músico
em cruzar essas memórias com as suas práticas musicais
Teatro-Cine de Torres Vedras
3 a 7 de Novembro
Danças Ocultas (Portugal)
Renato Borghetti – Gaita Ponto + Arthur Bonilla – Violão (Brasil)
Martin Lubenov – Acordeão + Vladimir Karparov – Sax Tenor (Bulgária)
Concerto resultante desta Residência Artística
7 de Novembro, 21h30
Regresso a Nancy com Ballet de Lorraine
O Ballet de Lorraine vai repor a coreografia “White Feeling” de Paulo Ribeiro
na Opéra National de Lorraine (Nancy – França) em Dezembro
Espectáculos nos dias 18, 19 e 20 às 20h00 e dia 21 às 15h00
Danças Ocultas estarão de novo em palco para tocar a música de cena ao vivo
A ligação da nossa música ao coreógrafo Paulo Ribeiro
começou com “Tristes Europeus – Jouissez sans entraves” em 2001
Com o Ballet Gulbenkian em 2004 fizemos dançar “White”
Esta coreografia foi posteriormente adaptada ao Ballet de Lorraine em 2006 – “White Feelings”
Alento #5
PRANA
Não é possível esquecer os saberes da Índia, onde frutificaram e se aperfeiçoaram muitas e excelentes técnicas para controlar o corpo e a mente através da respiração. A importância do tempo é nelas uma das constantes. Apurar o ritmo vital é, antes de mais, aprender a dominar o fôlego, o alento.
(…)
Porque o prana controla os cinco vectores fundamentais do universo – o etéreo, o aéreo, o luminoso, o líquido e o sólido – e, quando absorvido correctamente pelos canais subtis do corpo, repara e afeiçoa as suas cinco regiões vivificantes: o peito, repositório da energia absorvida; a região superior, associada à palavra, à consciência e à meditação; a região intermédia do plexo solar, que é a da nutrição e da digestão; o abdómen inferior, de onde se expulsa o sopro que sai (apana); e finalmente a circulação, espalhando as influências benfazejas até ao âmago do organismo e em todos os seus pontos astrais.
Para conseguir a concentração necessária a tal desafio, para entender as múltiplas circunvoluções do prana, também aqui é essencial recorrer ao som, que é a forma vibrátil da respiração.
textos de Jorge P. Pires
fotos de Duarte Belo
© Assírio & Alvim 2003
Próximo concerto – Torres Vedras
Regressamos a Torres Vedras ao 5º World Accordion Festival
Desta vez vamos demorar por lá uma semana
em residência artística com
Renato Borghetti + Arthur Bonilla (Brasil) e
Martin Lubenov + Vladimir Karparov(Bulgária)
Residência artística > 3 a 7 de Novembro
Concerto > 7 Novembro
Teatro-Cine Torres Vedras 21h30
Alento #4
Ensaio dos Danças Ocultas na Casa do Rio em Águeda
Música: Porto Seguro
9 de Fevereiro de 2003 pelas 00h10
com muito frio e pouca luz
Câmara: Jorge P. Pires
Traballho de campo para Alento – Danças Ocultas
textos de Jorge P. Pires
fotos de Duarte Belo
© Assírio & Alvim 2003
Alento #3
SOPRO
Seja ou não verdade que aprenderam com Zalmoxis os saberes pitagóricos e órficos, o certo é que a colheita do visco, o fabrico das mágicas poções e dos unguentos fermentados com o amparo dos óleos e das manteigas essenciais apenas constituíam parte dos segredos dos druidas.
Os ínclitos relatos das façanhas praticadas por Mog Ruith, provavelmente o mais célebre de todos os druidas da Irlanda, não permitem grandes dúvidas: Mog Ruith dominava os inimigos com o sopro, e sabia usá-lo de forma a despertar em seu benefício as forças mais inumanas da natureza.
(…)
Para muitas das tribos da Europa, como noutras partes do mundo, o sopro e a palavra sempre foram duas faces do mesmo: apoiam-se mutuamente, socorrem-se um do outro.
Porque, quando circula no interior do corpo, o sopro entra em sintonia com o movimento dos fluidos e dos humores e comunica-lhes a força vital. E, quando circula no exterior, a linguagem faz o mesmo junto das coisas do universo. Atribui-lhes ordenação e sentido.
textos de Jorge P. Pires
fotos de Duarte Belo
© Assírio & Alvim 2003
Alento #2
FÔLEGO
(…)
Guardar o fôlego, modulá-lo, domá-lo – eis a verdadeira arte eólica. Redistribuí-lo, proporcionar com equidade as suas benfeitorias, administrar esse espírito de vida aos recessos mais íntimos do mundo, animar tanto o que é visível como o que é subterrâneo.
Espalhar a harmonia.
Entre o alto e o baixo há um espaço de sintonia, de vibração.
Há como que vozes, no grandioso como no ínfimo.
Há uma toada desconhecida no restolho que os ventos levantam.
O universo é uma reiterada estridência.
É som.
textos de Jorge P. Pires
fotos de Duarte Belo
© Assírio & Alvim 2003
Alento #1
Alento ( Danças Ocultas) é o livro
editado em 2003 pela Assírio & Alvim
(ver foto da capa na coluna à direita – Outras Edições)
Nos próximos posts
iremos aqui citar parte dos textos de Jorge P. Pires
e das fotos de Duarte Belo
ÉOLO
Por ser ingovernável, é também uma força temível, receada pelos próprios deuses, para a qual é sempre necessário encontrar mediações, metamorfoses – como a compulsiva transformação de Quetzalcoatl em Ehecatl. Ou as narrativas descritas nos mitos gregos.
Preocupado com a possibilidade de os ventos poderem um dia arrastar consigo o céu, a terra e tudo o que existe, o próprio Zeus viu-se forçado a encontrar para eles um guardião. A escolha recaiu sobre Éolo, um mortal recomendado por Hera, rainha das divindades e carismática dama que tinha o pavão e a vaca por símbolos. Era ela a proprietária original dos ventos – que, sendo transições do passado para o futuro, carregam também consigo os espíritos dos mortos, os quais Hera encaminhava para o Hades.
(…)
Mas Ulisses cedeu ao cansaço e adormeceu durante a viagem. Os seus homens, imaginando que o odre continha vinho, abriram-no e deixaram de lá escapar todos os ventos, afastando-se assim uma vez mais do rumo desejado.
© Assírio & Alvim 2003
FMM2008 | Porto Côvo, Sines #4
Mais fotos da fotogénica Concertina Baixo no Festival de Sines
Foto © André Beja 2008
Ver galeria de André Beja no Flickr
Foto © Knib 2008
Ver galeria de Knib no Flickr
Novo disco à espreita #3
Depois da primeira sessão de gravações em Fevereiro na Casa do Rio
voltamos a gravar desta vez no chamado Salão de Chá do Parque da Alta Vila
Não foi possível continuar as gravações
na Casa do Rio nas datas previstas – 24 a 27 de Julho
devido a realização de concertos do Agitágueda na Praça 1º de Maio
o que afectaria as gravações
Em alternativa pedimos à Câmara Municipal o uso deste espaço para as gravações
Agradecemos assim a cedência e toda a disponibilidade
Nesta sala mais pequena instalámos o espaço de captação
pelas suas qualidades acústicas muito idênticas à sessão anterior na Casa do Rio
E no salão principal funcionou a regie
À direita os retratos de Fernando Caldeira e Adolfo Portela
poetas aguedenses do sec. XIX
como que acautelando a qualidade artística das gravações
FMM2008 | Porto Côvo, Sines #4
Reacções na Blogosfera
“Danças Ocultas encantam”
in Sons da Margem Sul
“E é delicioso observar a entrega de cada um, a expressividade e a concentração, a energia e a contenção, a emotividade pessoal partilhada numa cumplicidade de olhares e sorrisos.”
in Rodobalho
“Pautado por projeccões que complementaram o espectáculo, o concerto reforçou (ainda mais) a ideia de que o projecto de Águeda alia, melhor que a maior parte dos outros em Portugal, a contemporaneidade e a tradição.”
in Artesanato Sonoro
“O Kimmo dos KTU e o israelita Koby
São os imperadores do acordeão,
Mas os nossos Danças Ocultas
Tocam concertinas; dão concertão”
in Raízes e Antenas
FMM2008 | Porto Côvo, Sines #3
Video promocional do Festival Músicas do Mundo 2008 de Sines
Video oficial do Festival na noite de 20 de Julho
Danças Ocultas + Asha Bhosle + Tribute to Andy Palacio














